A felicidade, tão avidamente desejada por todas as gerações que se tem notícias, já inspirou poemas e canções, e até proposta de lei em seu nome já foi feita. Tema recorrente na literatura, é amiga íntima da arte. Mas e da vida?
Há quem a busque em efemeridades como dinheiro, carros luxuosos e mansões. Existem ainda aqueles desafortunados que a veem, talvez pela crueldade da vida ou por simples comodidade depreciativa, como um bem inalcançável. A questão é que a felicidade pede pouco, e poucos conseguem enxergar isso.
Um sorriso, um abraço, um olhar. Admirar o céu estrelado, gargalhar com os amigos. Uma boa conversa, se apaixonar, uma caneca de café fumegante pela manhã. O sol, o céu e o vento. São tantas e tão simples as pequenas peças do quebra-cabeças que compõem a felicidade que em meio a turbulência do cotidiano podem passar despercebidas.
Aqueles que precisam de muito, jamais serão felizes, pois vão estar tão ocupados sempre em busca de mais, que não terão tempo de notar que a felicidade mora nos pequenos prazeres da vida. Parafraseando Oswaldo Montenegro: é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
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