sábado, 23 de abril de 2011

Por quê?

Existem coisas (mais do que eu gostaria) que não entendo. Uma delas é por que as pessoas sempre que fazem orações buscam as mais garbosas palavras. Talvez, o caro leitor me diga: é por respeito.
Tudo bem, pode ser. Mas ainda assim, não me convence. As pessoas que tem esse hábito (de rezar), acreditam na onipresença Dele. Pois bem. Ninguém está por perto há mais tempo que Ele, posto que está em toda parte todo tempo. Daí, há de concordar que não há ninguém mais íntimo que Ele. Ninguém passa vinte e quatro horas com os pais, mas nem por isso, quando os vê sai dizendo: ó, meu pai, cá estou ante a ti para desejar um esplendoroso dia!
As pessoas religiosas possuem este estranho e paradoxal hábito de acreditar na onipresença, e consequentemente oniciência de Deus e ao mesmo tempo referir-se a Ele como um estranho. Como uma pessoa com a qual se encontram escassas vezes.
Insistem em dizer que Deus é o melhor amigo e quando vão conversar com Ele, saem com as palavras mais enfeitadas do vocabulário. O que por sinal gera muitos erros... Não sabem empregar bem os termos e os tempos, mas insistem em usar...
Particularmente, nunca conversei assim com um amigo. Se eles entendem o vocabulário usual, acho que Ele também entende, afinal, o Cara é Deus.
Me ocorreu agora uma ideia, talvez uma resposta. Pode ser que as pessoas tentem falar da forma que está escrito na bíblia, com a mesma linguagem, tempos verbais e afins...
Nossa, isso é no mínimo anacrônico.
Só o novo testamento aconteceu há 2011 anos atrás. Ninguém, acho que nem Deus, fala assim mais.

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